augusto farias de lima

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Poema

Anjo caído

Lutoasas caídas1 min

Eras desde que o manual da vida se tornou cinzas
Depois de nascido, como guiar o rumo dessa passagem longa, mas tão curta
Dizem que o tempo curará feridas
Quando chegará minha vez?
Poderei um dia também reluzir como ouro?
Sua sombra, ou é minha?
Já não sei responder nada
Se puder, me ame ainda mais
Pois na hora do foda-se, certamente pularei
Deixando memórias para trás, um eco melhor do que a própria realidade
Se eu cair do paraíso, qual será minha sina?
Acho que descobri o inferno
Repetir tantas escolhas esperando mudar o final, ao menos alguma vez
Minhas asas não eram feitas de bençãos
Em tantas pílulas, não senti mais amor

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