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Augusto Farias de Lima

Caverna infinita

3 min Exclusivo

Humanos são seres simples
Um corredor guia para aventuras
Mesmo que uma voz sádica lhe negue
Insiste e insiste em correr
Mesmo que pedras caem
Mesmo se relâmpagos choverem
Até que seus ossos se partem
E um diário escrito seja guia
Para uma salamandra cheia de vida
Carrega a luz ao seu lado de frente aos mortos
Até a mãe natureza provar que já não és solo
Caminhou ao lado de um eremita sábio
Sabia falar com outros a partir da folhagem
Mostrou que os animais não são somente carne
“Quero te escutar além do mundo”
Quantas batalhas enfrentou
Os demônios que abençoou
Pra chegar no centro do labirinto
Ficar cara a cara com quem te perseguiu
Aquela sua luz nunca largou
Mascaras e açoites foram punidos
Mas pras baratas, fez abrigo
Única promessa que fez
“Voar até chegar ao fundo”
Abrir as assas e lançar o mal sobre fogo
E cair, cair
Cair até achar
Mais uma vez te abençoar
Te ver crescer e rugir
Nadar e flutuar
Sua única esperança está firme em sua mão
Sabe que reside em outro coração
Pro oculto não apagar a nossa luz
Pro mundo saber que estamos aqui
Cada vez mais fundo, nunca desistir
Não importa quantas vezes morri
Não importa quantas vezes me mate
“Se estamos juntos, eremita, vamos chegar a lugar nenhum, juntos”

Aleatório
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