Por que virou poesia?
Extravagância que vem e que passa
Sem nome, dei-lhe “graça”
Beldade que me ameaçava partir o coração
Faltou-me te conhecer
Suas palavras nunca ouvidas
Dez minutos, dez dias contigo em mente
Não deverias tornar-se poesia
Em vez disso venha cá e diga-me teu nome
Seja para minha luz a escuridão
Corroa meus sentidos com teu estranho ser
Volta-te a vida e deixe de ser palavras
Nossos olhares se cruzarem e eu, mais uma vez dar-lhe minha saudação
São tantas bandeiras vermelhas que me sinto grato por desconhecer essa cor perto de ti